Imagem ritual do verbete Basileia

Basileia — verbete crítico da Biblioteca de Verbetes de Hekate

Núcleo documentadoAtestado diretamenteCarta oficial do OráculoEstudo completo gratuitoA Sophia
ID catalográfico
006
Forma grega
βασίλεια
Transliteração
Basileia
Idioma original
grego antigo
Tradução preferencial
rainhasoberana
Nome oficial da carta / invocação
Basileia
Classe do verbete
Qualificativo ou predicação
Coleção pública
Núcleo documentado
Estatuto de atestação
Atestado diretamente
Recursos de leitura

Como ler a classificação

Classe formal e força da evidência são eixos diferentes.

Núcleo documentado

Forma diretamente aplicada a Hekate no Hino Órfico 1, verso 5; flexão e gênero registrados no dossiê.

Núcleo documentadoMágico tardioRecepção e sincretismoRecepção modernaApêndiceVariantes
Classe do verbete
Qualificativo ou predicação
Estatuto de atestação
Atestado diretamente
Atestação direta para Hekate
Sim
Período e fontes
Hino Órfico 1 a Hekate, verso 5: βασίλειαν Hino Órfico 36 a Ártemis, verso(s) 1: βασίλεια. PGM IV.2791–2792: βασίλεια. A atestação é hínica e direta; não equivale automaticamente a epiclese cultual independente. Variantes de catálogo são remapeadas sem duplicar a evidência.

Identidade e leitura

Nome, tradução e relação com Hekate

Resposta rápida

Basileia integra a Biblioteca de Verbetes de Hekate, como qualificativo ou predicação, na coleção Núcleo documentado. Forma diretamente aplicada a Hekate no Hino Órfico 1, verso 5; flexão e gênero registrados no dossiê. Tradução preferencial: rainha; soberana.

Identidade crítica

Greek βασίλεια

Reading Guide Leia a entrada dentro da cadeia vocativa dos dez versos. encerra a sequência noturna e canina com uma afirmação de dignidade régia, antes dos traços ferinos do verso seguinte Trata-se de um componente lexical da cadeia hínica. O lema facilita busca e tradução; a forma flexionada preserva o contato com a frase efetivamente transmitida.

Preferred Form Basileia

Status Statement Forma ou fórmula diretamente aplicada a Hekate em Hino Órfico 1 a Hekate, verso 5. O texto transmite βασίλειαν; a edição distingue essa flexão do lema βασίλεια.

Transmitted Form βασίλειαν

Shared Reception Note Basileia também abre o Hino 36 como título de Ártemis; o Hino 1 continua a atestação direta hekatina.

Tradução e etimologia

Literal Sense rainha; soberana

Semantic Study Basileia é a rainha invocada; amaimaketon a qualifica como impossível de vencer. A unidade sintática deve ser preservada mesmo quando o catálogo separa os dois componentes.

Uncertainties As edições podem variar entre terminações jônicas e áticas, acentuação e grafias como κληι-/κλει-. Tais diferenças devem ser anotadas no aparato, sem multiplicar epítetos. A tradução continua dependente do contexto hínico e do comentário filológico.

Transmission Note A forma impressa no verso é βασίλειαν; o campo grego principal registra βασίλεια. Caso, gênero e concordância são evidência, não decoração. Trata-se de um componente lexical da cadeia hínica. O lema facilita busca e tradução; a forma flexionada preserva o contato com a frase efetivamente transmitida.

Morphology And Syntax substantivo feminino no acusativo, núcleo da expressão ἀμαιμάκετον βασίλειαν

Translation Decision A tradução pública adotada é ‘rainha; soberana’. Ela conserva o núcleo lexical, apresenta alternativas quando a palavra é disputada e evita transformar uma imagem poética em doutrina completa.

Tradução e incertezas

Estatuto corrigida_com_base_na_fonte_primaria

Nota Revisão dA edição com base no Hino Órfico 1, verso 5; consultar morfologia, sintaxe e limites no dossiê.

Nota filológica

O hino transmite βασίλειαν no acusativo ou na fórmula flexionada. substantivo feminino no acusativo, núcleo da expressão ἀμαιμάκετον βασίλειαν

Registro histórico

Hino Órfico 1, verso 5: Hekate é a destinatária nominal da cadeia em que aparece βασίλειαν. Basileia é a rainha invocada; amaimaketon a qualifica como impossível de vencer. A unidade sintática deve ser preservada mesmo quando o catálogo separa os dois componentes. Atualização editorial: Basileia também abre o Hino 36 como título de Ártemis; o Hino 1 continua a atestação direta hekatina. Atualização editorial: Basileia reaparece dirigida à destinatária Selene–Hekate. A forma é βασίλεια, não βασίλισσα; a nova ocorrência amplia a documentação sem duplicar o lema.

Relação com Hekate

A relação é direta e gramaticalmente contínua: Hekate é nomeada no primeiro verso e βασίλειαν integra a mesma construção acusativa governada pelo verbo de invocação. Basileia é a rainha invocada; amaimaketon a qualifica como impossível de vencer. A unidade sintática deve ser preservada mesmo quando o catálogo separa os dois componentes. A forma participa de um retrato acumulativo; não deve ser isolada como se esgotasse a identidade da deusa. Controle comparativo dA edição: Basileia também abre o Hino 36 como título de Ártemis; o Hino 1 continua a atestação direta hekatina. Colação dA edição: Basileia reaparece dirigida à destinatária Selene–Hekate. A forma é βασίλεια, não βασίλισσα; a nova ocorrência amplia a documentação sem duplicar o lema.

Significado simbólico

Como recepção contemporânea declarada, Basileia pode abrir reflexão sobre dignidade interior que não depende de humilhar ninguém. Essa elaboração não é tradução secreta do grego nem reconstrução do rito. Ela nasce do encontro entre o núcleo ‘rainha; soberana’, a posição sintática — substantivo feminino no acusativo, núcleo da expressão ἀμαιμάκετον βασίλειαν — e problemas atuais de responsabilidade. O aspecto luminoso é dignidade, comando ético e constância. A sombra é grandiosidade e necessidade de submissão alheia, sobretudo quando alguém tenta converter realeza simbólica em superioridade social ou promessa de domínio. A leitura simbólica só permanece ética se puder ser separada da evidência antiga e avaliada por seus efeitos presentes.